segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fernandas

Fernanda significa ousada, com muito amor para dar. Aquela que está pronta para a jornada. Divertida, que quer a atenção de todos, por isso não economiza no seu jeito gentil e simpático. Busca sempre o melhor da vida. Leva ao final tudo que começa, indica única, batalhadora incansável e quase sempre consegue resultados positivos. A criatividade e o amor à liberdade são suas características mais marcantes.


Fernandinha, neta do Luciano, dramática como todas nós

Os que assistem e são assistidos

Para esclarecer e, o mais importante, me esclarecer, cheguei a conclusão que a única pessoa que recebe assistência nessa relação aqui, sou eu. Sim, os almoços que me servem, a atenção, o carinho, o divertimento... A minha retribuição, apesar de estar sendo construída com todas as minhas forças, é muito inferior a tudo isso que tenho vivido.
Como já disse, quero dar continuidade a esse tipo de trabalho. Não sei como será daqui pra frente, quantos conseguirei fazer, em quanto tempo, como será o processo. Enfim, eu sei que vou ter que começar a ponderar o tipo de envolvimento que terei. Pelo meu próprio bem e saúde, e pelo bem dos outros. Mas o Núcleo Pereira Barreto sempre será minha segunda casa em São Bernardo do Campo.


Domingo, ontem, no núcleo

sábado, 20 de junho de 2009

Mudanças

"Não tenho a mínima pretensão de ser fotografa", eu dizia para quem quisesse ouvir.
Mas percebi que é mania minha negar tudo que gosto muito. É uma forma de fugir daquele entusiasmo chato e efusivo. É muito legal perceber que, hoje, eu já consigo olhar para as minhas próprias fotos e ver o que eu poderia ter feito de diferente. Talvez focado mais nisso, ou naquilo. Ter feito por outro angulo.. e por aí vai todo o processo de auto análise.

Lâmpadas sabem ser cenográficas

Aquarela

Reflita sobre essa questão:
Você vive em ambientes monocomáticos ou coloridos?


E eu apaixonada por essa parede, esse vernelho, esse contraste.

Retratos

Parar imagens no tempo. Congelar segundos, instantes. Arquivar sua idade, seu momento, a etapa em que vive. Expressões, olhares. Se ver, seja na tela de um computador, ou impresso em papel. Retratos traduzem e transmitem. São hoje, as lembranças do amanhã.


Marcos, e a foto que eu adorei

Sexta Feira

Percebo que fotografar exige exercício. Com o tempo você fica mais segura e consegue ir direto ao ponto, ousar mais. Me prendendo aos detalhes finais, fui na Vila, ontem, terminar bem minha sexta feira e clicar o movimento. Tem gente que fala "Oi Fê" super feliz e eu nem sei quem é. Totalmente conhecida. Engraçado como esses laços mexem com a gente. A pessoa com que eu mais queria compartilhar essa minha primeira semana de repórter era o Luciano. Cheguei lá com a credencial em mãos e toda feliz mostrando e contando todos os detalhes. Afinal, acabei de parar pra pensar e concluir, que é com ele que estou aprendendo a ser jornalista.


Quem me ensinou a ser repórter

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A queda do diploma

A não obrigatoriedade do diploma me faz ter vontade de aproveitar ao máximo meu curso universitário. Diferente dos que se desesperam pensando nisso, eu só consigo enxergar o lado positivo. Uma mudança radical no ensino, o curso de Jornalismo deveria ser, a partir de agora, muito mais apreciado do que banalizado. Deveríamos fazê-lo em marcha lenta, um passo de cada vez, apreciando os mínimos detalhes e dando valor ao crescimento pessoal, não mais a rapidez e a pressa dos que querem estar formados. Agora isso de nada vale. Aos 21, 22, 23... não adianta mais essa corrida por um registro na carteira. Seremos como o vinho, melhores com o tempo. Acho interessante essa discussão como forma de quebrar barreiras acadêmicas. Em que somos entupidos com provas, aulas virtuais, trabalhos, tudo ao mesmo tempo e com um único objetivo, otimizar esses quatro anos. Mas ao meu olhar, tudo em vão, no fim acaba tudo descartado, o cérebro só assimila depois de um certo período, isso já é comprovado cientificamente. No tempo exato de começarmos a assimilar, já somos tomados por outras questões, mais conteúdo, menos percepção..
Enfim, quatro anos se passam e saímos com uma pastinha embaixo do braço dizendo por aí que somos jornalistas, mas na verdade, continuamos aqueles estudantes perdidos e carentes de toda e qualquer orientação. Sabemos fazer um lead, mas nunca saímos às ruas. Sabemos que não se usa isso ou aquilo, que em texto para rádio escreve-se número por extenso. Estudamos a arte e nunca nem pisamos em um museu. Essa é a realidade dos estudantes. Só me resta dizer que não mais se estuda, se aprende, se desenvolve. Vivemos em uma época onde compra-se o diploma. Em 48 parcelas você se torna jornalista. Profissão que acho difícil de ser ensinada, ela deve ser percebida, sacada, vivenciada. Os professores que me desculpem em suas variadas tentativas, não subestimando a capacidade ou a importância, acho que mais do que ensinar essa receita de bolo sem graça e sem gosto, mas mesmo assim importante, vocês estão aí para orientar o passo a passo dos que se iniciam nessa jornada. A maturidade só é desenvolvida com liberdade, autonomia, responsabilidade e conhecimento. Não ando vendo muito isso por aí.